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DESABAFO DE SANFONEIRO VIRALIZA NAS REDES (Mestre Gennaro/Ex Trio Nordestino).

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Vixe, meu povo, hoje parei pra pensar um pouquinho, enquanto eu tava aqui com Betânia tentando arrumar mais uma prefeitura pra poder tocar pro meu povo! É sempre uma luta, pois fico tentando fazer tudo certinho, do jeito que tem que ser. Meu show não é caro, mas é sempre uma luta, e quando a coisa tá complicada, às vezes prefiro ficar na minha rede tocando pra minha neta. Mas, só se dá valor pros artistas depois que eles já viraram estrelinha no céu. No meu céu, já tem muitas estrelas me esperando. Muitos passaram a vida toda fazendo arte, cantando aquelas modas de arrepiar, mas ninguém dava bola. Aí, quando viram estrelinha e vão embora de vez, todo mundo resolve dizer que eram bons demais, que tinham um talento arretado.

Lembre que até Luiz Gonzaga ficou uns anos aperreado sem shows, se o rei ficou, imagina eu? Mas garanto que todo ano você escuta o som da minha sanfona ecoar sobre as palhoças. Afinal minha sanfona está em umas 800 músicas. Eita mundo doido, que só enxerga o brilho depois que ele se apaga na terra pra brilhar no céu! Queria ver esse povo abrir os olhos enquanto o artista tá vivo, pra ele sentir o carinho e o respeito que merece. Mas não, só reconhecem quando já é tarde demais.

Mas graças a Santa Luzia, tenho minha rede e uma família linda. Enquanto muitos artistas ficam aí juntando rios de dinheiro, botando um computador pra tocar no palco e comprando visualizações pra enganar o povo, eu fico aqui. Poucos shows, é verdade! Mas um dia vou fazer shows todo dia, junto com seu Domingos de Morais, seu Luiz Gonzaga botando aquele jeito dele, e tantos amigos que estão lá fazendo um forró com muita musicalidade e poesia.

Tenho mais de 200 composições pra botar nos próximos álbuns. Tenho alguns anjos aqui na terra comigo, como @elibetania25 @fabianosantanaoficial @flaviojoseoficial, @dorgivaldantas e uma infinidade de benfeitores. Fora o “diabinho do bem”, o muleque urbano @fredalves , e milhares de pessoas que sei que amam meu trabalho. Sou realizado, pois perdi a conta das centenas de obras do forró que estão imortalizadas com minha voz, produção ou minha sanfoninha. Obrigado, meu povo, pois estarei vivo pra sempre, ou enquanto existir forró!

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